Próximo do título do Brasileirão no território de seu mestre, aniversariante desta terça-feira recebe apoio da família Santana antes de decisão
Telê Santana e Muricy Ramalho juntos na época de São Paulo, em 1995 (Foto: Arquivo / Ag. Estado)Ex-comandado, auxiliar e, acima de tudo, aprendiz de “Seu Telê”, como gosta de falar, Muricy é apontado como o principal responsável pela situação atual do Fluminense - líder do Brasileirão, com 68 pontos. Entretanto, faz questão de frisar que o seu sucesso hoje teve início no passado, mais precisamente em 1993, quando chegou ao São Paulo para ser adotado pelo então treinador e brilhar no comando do Expressinho, time formado por reservas e campeão da Copa Conmebol do ano seguinte.
De perto, Dona Ivonete e René acompanharam tudo, viram a dedicação do então jovem treinador e agora torcem para que, mesmo indiretamente, a herança de Telê volte a fazer parte de páginas vitoriosas da história tricolor.
- Ele seguiu muito o Telê, que era desse tipo que gostava de trabalho, de futebol. Por isso era muito respeitado pelos jogadores. E o Muricy é um grande técnico. Ele aproveitou bem os ensinamentos. Cada um tem sua personalidade, mas ele aceitou bem os momentos com Telê e o seguia muito. É uma pessoa honesta e trabalhadora. Pelo que o Telê falava, o Muricy era uma pessoa maravilhosa - contou Dona Ivonete Carvalho.
Torcedor do Fluminense, René Santana endossou as palavras da mãe. Para ele, a relação com seu pai ultrapassava as quatro linhas do gramado e foi importante para a formação também do cidadão Muricy.
- Ele é praticamente um reflexo (do Telê), na mesma forma, só não foram contemporâneos. Tinha um pouco isso de ele ser como um filho. Existia uma grande afinidade.
René exibe camisa do Fluminense em "museu" do pai em MG (Foto: Rodrigo Fuscaldi / Globoesporte.com)- É legal (o apoio dos familiares). O Telê sempre foi um exemplo para mim. Eu me espelhei nele em toda a minha carreira. Não só como técnico, mas as atitudes dele, como agia como pessoa, qual era o pensamento sobre família, esse tipo de coisa. Foi meu treinador quando eu era garoto, depois fui auxiliar dele por muito tempo. Então, tudo que aprendi no futebol devo ao Telê. Como pessoa também tenho muito dele, pela personalidade forte, esse tipo de coisa. O Telê foi exemplo de profissional, de pai... É um cara acima de qualquer coisa. Alguns princípios de vida são muito parecidos - explicou Muricy.
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René Santana com a camisa do Fluminense- Achei muito correto e parecido com o Telê. Ele seguiu bem, porque o Telê também tinha essa teoria. Se ele assinasse um contrato, ele cumpria. Não tinha dinheiro que o tirasse do caminho certo. Se ele assinasse, não aceitava dinheiro nenhum para trair a confiança que tiveram nele. E o Muricy também é um rapaz honesto - disse Dona Ivonete.
Aluno da mesma escola, René completou:
- O Muricy compreendeu que não é só entender o futebol nas quatro linhas. Tem que ter a credibilidade, agir com escrúpulos, ter um caráter forte, ter palavra. O Muricy tem seu jeito sério, correto, e goza de prestígio e confiança dos jogadores por isso.
Contando as horas para o domingo, René, que mora em Minas Gerais, estará no Rio de Janeiro para torcer pelo título que pode ser conquistado com uma pitada de Telê.
- Sou Fluminense. Eu cresci e nasci no Fluminense. Joguei nas divisões de base e disputei o Carioca, joguei futebol de salão, de campo. Tenho torcido muito pelo Fluminense, principalmente pelo Muricy.
Certamente, Telê Santana também.
No sítio da família, recordações da passagem de Telê pelo Flu (Rodrigo Fuscaldi / Globoesporte.com)
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