Em 2010 o partido também foi divido ao meio

O deputado estadual Raniery Paulino defendeu o nome do ex-governador José Maranhão para presidir o PMDB e disse que o partido deve ser comandado por políticos que não estejam ocupando cargos eletivos. No entanto, a opinião do parlamentar pode ser o sinal de uma nova briga interna que começa a evidenciar uma disputa acirrada dentro do partido, já que a opinião dele não é unânime.
O também deputado estadual do mesmo partido, Trócolli Júnior, por exemplo, não compartilha da mesma ideia. Ele defende um rodízio na direção do PMDB . Durante entrevista ao PolíticaPB ele também defendeu que a legenda seja comandada por políticos detentores de mandato, a exemplo dele e de seus colegas Doda de Tião e André Gadelha eleitos, para ocupar uma vaga na Assembleia Legislativa nos próximos quatro anos.Dessa forma, o ex-governador José Maranhão e o atual presidente do partido Antônio Souza ficariam de fora da disputa pelo cargo de dirigente da legenda na Paraíba
“Eu acho a opinião de Trócolli legítima e normal, mas eu acho que o deputado não tem como desempenhar essa função já que um parlamentar já tem muitas atribuições na sua função. Além disso, o político que tem mandato não tem tempo para cuidar dos diretórios e nesse momento é preciso ter tempo para viajar e orientar os diretórios municipais”, argumentou Raniery.
O deputado peemedebista completou a justificativa ressaltando que “José Maranhão é uma força maior dentro do PMDB. Ele conhece todos os diretórios, conhece toda a Paraíba”, frisou descartando a possibilidade de descontentamento com o atual presidente da executiva estadual da legenda Antônio Sousa.As opiniões divergentes podem ser o sinal de uma nova crise interna no PMDB da Paraíba. Em 2010 o partido também foi divido ao meio. Tendo como candidato majoritário o ex-governador José Maranhão, alguns nomes importantes da legenda acabaram por rachar e resolveram se aliar a Ricardo Coutinho, principal adversário do peemedebista na campanha.
Exemplo disso foram os deputados Quinto de Santa Rita e Iraê Lucena, além de diversos prefeitos paraibanos como Marcus Odilon. Considerados “infiéis” pelas lideranças da legenda o políticos ainda estão tendo seus casos analisados pelo conselho de ética do partido.
PolíticaPB
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