O novo líder do PP na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PB), atendendo aos apelos da nova maioria, vai exorcizar os fantasmas de sua bancada. A liderança do PP tem direito a cerca de 75 cargos de livre nomeação. Os novos querem nomear os seus para esses espaços, que estão ocupados por afilhados de ex-deputados, como Pedro Corrêa, ou de parlamentares que estão no Executivo, como é o caso do ministro Mário Negromonte (Cidades).
Mensalão do PP: Planalto acha grave
O governo Dilma não recebeu bem a tentativa do ministro Mário Negromonte (Cidades) de tentar retomar o controle da bancada do partido na Câmara. A denúncia de mensalão é considera "grave", de acordo com um integrante da coordenação, e pode comprometer sua permanência no governo, "se for comprovada". Por isso, o que se diz é que "Negromonte vai ficando, por enquanto". A tentativa do ministro de derrubar o líder Aguinaldo Ribeiro (PB) foi comunicada à ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) na quarta-feira (17), quando o deputado Esperidião Amin (PP-SC) lhe relatou o que estava acontecendo.
"CPI tem momento. Qual esse momento? Ele virá se a presidenta (Dilma) não levar adiante o que ela própria chamou de faxina. Se ela titubear lá, eu não titubearei” — Cristovam Buarque, senador (PDT-DF)
A HISTÓRIA SE REPETE.
Os rebeldes do PP derrubaram com um abaixo-assinado o líder Nelson Meurer (PR). Colocaram em seu lugar Aguinaldo Ribeiro (PB). O ministro Mário Negromonte (Cidades), na foto, tentou mudar o líder, articulando uma lista de apoios a José Otávio Germano (RS). O PP faz agora o que o PMDB fez no primeiro mandato do ex-presidente Lula, quando travou uma guerra de assinaturas nas listas do ex-deputado José Borba (PR) e do atual senador Wilson Santiago (PB).
Da coluna de Ilimar Franco do jornal O Globo

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