
Segundo o diretor de fiscalização do CRM, Eurípedes Mendonça, foram identificadas irregularidades graves no funcionamento do centro cirúrgico. Ele informa que, entre os problemas localizados, não há anestesista na sala de recuperação, um profissional extremamente essencial para o processo pós-cirúrgico. “O paciente que sai da cirurgia está sob efeito de anestesia e se não tiver o profissional adequado para acompanhá-lo nesse momento, isso pode colocar vidas em risco”, esclarece o diretor.
Ele diz ainda que há deficiência nos recursos humanos e apenas sete das 11 salas de cirurgia estão funcionando, o que acaba diminuindo a capacidade de operação do centro. “O HU é um ‘hospital-escola’ e tem que funcionar perfeitamente, não pode conter irregularidades”.
Mendonça revela também que faltam insumos e equipamentos indispensáveis. “Há materiais que não existem no centro e outros que são comprados praticamente todos os dias, sem um planejamento adequado, o que torna os custos muito elevados e não atende de maneira eficiente às necessidades”.
Eurípedes informa que as denúncias de irregularidades no Hospital Universitário são acompanhadas há quatro meses, mas essas reclamações vindas dos pacientes se intensificaram neste mês de julho. Ele lembra que, por enquanto, só estão liberadas as cirurgias de urgência e emergência.
O diretor do centro cirúrgico do HU, Geraldo Almeida, foi procurado pela equipe de jornalismo do Portal Correio, mas ele não atendeu às ligações até às 11h da manhã desta quinta (25).
Portal Correio
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