quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Preço da cesta básica sobe em 16 capitais inclusive em João Pessoa

Cesta básica na Capital é a segunda mais barata do Brasil
Da Redação
Com G1

O preço da cesta básica aumento em 16 capitais, inclusive em João Pessoa. Foi o que apontou a pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgada nesta quinta-feira (4). Foram pesquisadas 17 capitais.
O aumento foi superior a 5% em quatro cidades: Curitiba (5,78%), Goiânia (5,64%), Belo Horizonte (5,50%) e São Paulo (5,27%). Somente em Aracaju, a cesta básica ficou mais barata em outubro, na comparação com setembro (-0,67%).
No mês de setembro a cesta era encontrada em João Pessoa por R$ 181,23. Já em outubro ela custava R$ 186,34, um reajuste de 2,82%. Mesmo com a alta nos preços a cesta pessoense continua ocupando o segundo lugar no ranking das capitais com cestas mais baratas. Aracaju ficou em primeiro lugar (R$ 172,04) e Fortaleza em terceiro (R$ 193,38).
Quanto ao maior custo da cesta básica em outubro, São Paulo apresentou o maior preço, R$ 253,79, ainda que não tenha registrado a maior variação. Em seguida, aparecem Porto Alegre, onde a cesta custava R$ 247,21 em outubro, e Curitiba, cujo preço era de R$ 231,96 no período.
No ano
No acumulado no ano, os preços acumulam aumentos em todas as capitais pesquisadas. Segundo o Dieese, as maiores variações foram verificadas em Goiânia (20,45%), Recife (14,10%), Salvador (12,03%), além de São Paulo (11,22%) e Curitiba (9,49%). Em 12 meses, somente Porto Alegre teve variação acumulada negativa, de -0,43%.
Alimentos mais caros
O feijão ficou mais caro em todas as regiões em outubro, com destaque para Fortaleza (38,12%), Belo Horizonte (37,12%), São Paulo (35,89%), Belém (32,32%) e João Pessoa (30,68%). O Dieese diz que a prolongada seca provocou o atraso no plantio da safra das águas e a falta de estoques do produto foram os causadores da alta dos preços.
Produto de maior peso no custo da cesta alimentar, o preço da carne aumentou em 16 capitais, principalmente em Florianópolis (8,05%), Rio de Janeiro (6,34%), São Paulo (4,56%) e Belém (4,53%).  "O aumento da demanda externa e a seca reduziram o plantel do gado bovino, tendo como efeito a alta do produto", afirma a pesquisa, por meio de nota.
O óleo de soja ficou mais caro em 14 cidades em outubro, com as maiores taxas verificadas em Goiânia (6,33%), Curitiba (5,54%) e Natal (4,98%). O Dieese atribui o resultado aos estoques reduzidos e à quebra de safra pela seca em vários países provocaram o movimento de alta de preços.
O açúcar, que também tem forte peso na cesta, encareceu em 14 capitais. A alta foi puxada por Belo Horizonte (25%), Goiânia (17,45%) e Vitória (14,67%). Aumento nas exportações justificam as altas, segundo o levantamento.
O leite ficou mais caro em 12 capitais, como em Natal (5,56%), Rio de Janeiro (4,33%) e Belo Horizonte (2,07%, devido à seca das pastagens, e o preço do pão subiu em 11 capitais, com destaque para Goiânia (6,55%), Brasília (4,97%) e Natal (4,23%). O Dieese atribui a alta de preços ao fato de o Brasil não ser autosuficiente na produção de trigo.

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